Mais uma vez, ALAN lutando pelos expositores de Belo Horizonte e pela permanência deles na Avenida Afonso Pena
Publicação: 10/12/2009 06:35
Landercy Hemerson - Estado de Minas
"Feira de artesanato não vai sair da Afonso Pena"
Saiba mais...
Feira deve deixar Afonso Pena e ir para Barro Preto De acordo com o advogado Lincoln da Silva Amaral, representante da Associação dos Expositores da Feira de Artesanato da Afonso Pena (Asfeira), o evento no parque seria uma espécie de 13º salário dos expositores. “Na reunião com o secretário Josué Valadão, segunda-feira, tivemos a garantia de que não há planos de mudança da Afonso Pena para outro endereço. Ele também informou que, até o fim do próximo ano, será realizada a licitação da feira e se mostrou sensível ao pedido de que representantes da categoria participem da elaboração do edital. Por fim, veio a boa notícia de uma exposição no dia 23, como forma de um reforço das vendas de fim de ano”, disse Amaral.
Alan Vinícius Jorge, coordenador da Associação dos Expositores da Feira de Arte, Artesanato e Variedades da Avenida Afonso Pena (Asseap), destacou a importância de não se ter uma mudança de endereço. “Não há a intenção de mudar a feira de local e os expositores são totalmente favoráveis à sua permanência na Avenida Afonso Pena. Há estudos que demonstram ser o melhor local, realizados desde que os artesão deixaram a Praça da Liberdade. A Afonso Pena é apontada como a área ideal, já que na cidade não existe outra via com as mesmas características, principalmente com relação ao espaço físico”, explicou.
Para Lincoln Amaral, uma transferência das barracas para qualquer outro ponto da capital poderia representar o fim da exposição. “Não se trata apenas dos problemas de logística, mas também da questão cultural. No caso da Augusto de Lima, por exemplo, existiria até mesmo conflito de interesses comerciais, já que a feira tem sua área de confecções, que concorreria com os lojistas do polo da moda do Barro Preto”, explicou.
Espaço O advogado alerta, porém, que, mesmo com as afirmações de que a exposição vai continuar na Avenida Afonso Pena, é preciso que a prefeitura apresente o leiaute da feira o mais rápido possível. “Se não tivermos uma definição das áreas por tipo de produto exposto, com a organização do espaço físico, não há como realizar um processo de licitação”, salientou.
A falta de licitação e de leiaute pode acarretar sanção judicial para a prefeitura, diante dos impasses que rondam a feira de artesanato. Mudança na Lei Nacional de Saneamento Básico, de 2007, aponta que concessões e permissões de serviços e obras públicas, incluindo feiras, em todo o país terão validade até 31 de dezembro do ano que vem.
“Não adianta licitar sem ter um leiaute. A concorrência pública tem de ocorrer a partir de um objeto definido. Assim que for entregue o leiaute e definido o local, aí começa o processo. A prefeitura precisa definir um modelo para a feira, não pode fazer uma coisa sem pensar que terá reflexo sobre a atividade turística da cidade”, explicou o procurador-geral do Município, Marco Antônio Rezende Teixeira.
Atualmente a feira tem cerca de 2,4 mil expositores, divididos em setores como roupas, calçados, bijuterias, alimentação e artigos de decoração, que giram um total de R$ 15 milhões mensais. A cada domingo, a estimativa é de 70 mil visitantes, de acordo com a Belotur. A expectativa dos feirantes é pela entrega do novo desenho da feira na Afonso Pena, com a organização das barracas em grupos de quatro, garantindo uma esquina para cada expositor.
